Das coisas que eu quis te contar
Esqueci de dizer que me apeguei. Não se assuste, alias, acho que percebeu isso desde o inicio de tudo. Tinha me acostumado a ver esse sorriso quase a semana inteira e aos finais dela também. Fiquei de contar que seu abraço me confortava, como se o mundo não pudesse me atingir quando estava contigo naqueles fins de noite em que ambos nos encarávamos tão cansados depois de um dia cansativo mas que eu vidrava ao ouvir sobre seu dia e ver esse sorriso espontâneo que não some até hoje. Sabe quando você dizia que as coisas não iam bem ? Deus sabe o quanto eu procurava mil maneiras para te ajudar ou te fazer melhorar, quando você fincava seu olhar no meu e eu sentia que estava tudo bem, pelo menos naquele momento.
Ainda consigo sentir quando você tomou a minha mão e continuou a caminhar naturalmente enquanto prosseguia o assunto sobre sua família e nem notou que me espantei e olhei nossas mão para fotografar o momento em minha mente. Vejo como se revivesse cada momento, e o mais intenso é como você me olhou antes do primeiro beijo, antes de encenar o djavu que eu havia acabado de ter, e como seu olhar desafiou os meus receios, fazendo me deixa-los de lado e apenas te sentir.
Esqueci de te contar, nos meses que se passou, você foi como um presente bom que acho que recebi quando numa noite conversei comigo mesma e te quis aqui sem saber seu rosto e nome. Eu não te contei, mas sinto a sua falta e que se eu me impedi tanto de falar é porque eu realmente tenho algo que borbulha aqui, e não é só por que pessoalmente as palavras me fogem. Aprendi que quando se ama de verdade, a gente deixa ir, quer ver a pessoa feliz, e foi isso que eu fiz.

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